Se tão concordantes, por que, então, não são uma só? Há características que distinguem cada uma e cabe ao indivíduo questionar tais singularidades e, ainda, se elas devem ser levadas em conta. Admito que não terminei minha procura pela diferenças em tais meios, mas adianto que a arquitetura não é leal. Tal arte não pertence a um só e, muito menos, morre com alguém. A construção de qualquer ambiente arquitetônico passa por uma série de pessoas. De quem é, então, o ambiente imaginado por essa arte? De quem o planejou? De quem o necessita? De quem o usa?
A princípio distantes, a arquitetura e a moda são primas próximas. Primas não, irmãs gêmeas. Há dúvidas sobre quando surgiu a arquitetura mas, independente do momento que seja, esta nasceu concomitantemente à moda. A conjunta hora de criação não é coincidência; Ambas desempenham o mesmo papel: Destrincham o homem e suas relações estético-espaciais, aliam o mais cru da funcionalidade e do desejo humano às artes e acabam por criar invenções perfeitas na medida em que são práticas do modo mais harmonioso possível.

Nenhum comentário:
Postar um comentário