Durante o último mês e o início desse, eu estive trabalhando em um objeto eletrônico com a finalidade de promover ou potencializar a interação entre as pessoas. O processo de criação (o qual eu postarei sobre assim que criar coragem) foi difícil, cansativo e, no meu caso, muito frustrante. Alguns do meus colegas de classe, no entanto, tiveram ideias incríveis e obtiveram exito na criação do objeto.
A Thais criou duas luvas cobertas por imãs que grudavam em basicamente qualquer coisa de metal próxima. A brincadeira com os vestíveis envolvia bolinhas feitas com isopor e balões que criavam composições incríveis às luvas e eram um tanto divertidos de usar.
O ato de tentar unir as vestes às esferas foi tão divertido que deixou a desejar no final. A interatividade foi pouco explorada: As luvas perdiam a graça após algum tempo e tampouco permitiam explorar outras partes do corpo a fim de explorar as bolinhas e criar centenas de novas composições. Faltou, ainda, planejar detalhes do projeto que acabaram sendo empecilhos à interação pessoa-objeto, como o peso de algumas bolinhas, que tornou inviável o uso de algumas delas.
Apesar da interação incrível que o objeto propõe, ele não incentiva o uso entre as pessoas. O item pode ter até dois usuários, mas o diálogo que ocorre - paralelamente - entre as luvas, as esferas e as pessoas é potencialmente prejudicado pela dificuldade em lidar com a quantidade de ações ocorrendo simultaneamente.
O projeto da Thais, assim como todos os outros da minha classe, teve ideias incríveis, que podem ser potencializadas, e erros de planejamento que não são tão cruciais e podem ser solucionados muito facilmente.
Existem milhares de maneiras de solucionar os problemas encontrados aqui e uma das mais interessantes é beber da água de objetos criados por outros colegas de classe. Alguns amigos criaram coisas incríveis que, embora tenham seus problemas, obtiveram sucesso em questões que a Thais encontrou dificuldades. O Pedro e a Verônica obtiveram resultados incríveis com vestíveis menos limitados e com uma superfície maior de contato. A Luisa criou objetos com funções análogas àquelas das esferas, no entanto, as formas adotadas possibilitaram uma gama muito maior de possibilidades de construção nesse caso.
Me surgiram algumas ideias de reelaboração do objeto da Thais. Antes de tudo, achei importante largar a ideia das luvas. O trabalho da Verônica mostrou que um pano costurado pode adotar diversas configurações e é muito menos restritivo do que um vestível destinado apenas às mãos. Os imãs continuam sendo os mediadores da interação nesse novo objeto, no entanto, eles não são mais dependentes de outros instrumentos: Dois ou mais panos podem interagir entre si desde que haja apenas a presença destes. Por fim, as esferas (agora repensadas em outas formas) funcionam como objetos anexos, que não limitam o uso do objeto principal, mas surgem como maneira de repensar diversas colocações da veste.
terça-feira, 17 de maio de 2016
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Estudando projetos dos amigos
Estudando projetos dos amigos
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