É difícil pensar em termos como "apropriação de espaço" quando, teoricamente, os espaços públicos (ou que deveriam ser públicos) são livres. O que ocorre, no entanto, é uma segregação subjetiva nesses lugares, dada pelo olhar ou por qualquer outra imposição mínima dos frequentadores.
No Brasil o tipo de apropriação do espaço mais recente e popular é o rolezinho. A apropriação é caracterizada por encontros de grupos das periferias paulistas marcados em lugares luxuosos da capital, principalmente shoppings e parques. A popularização dos rolezinhos se deu de maneira muito rápida e não tinha nenhum objetivo inicial além do encontro de colegas. As multidões causaram descontentamento nos shoppings das elites paulistas que chegaram até a tentar proibir a entrada dos jovens.
O rolezinho não foi nem de longe o primeiro estilo de apropriação do espaço aqui no país. Quando os encontros surgiram, o Parkour e o Flash Mob já eram populares por aqui. O Parkour surgiu na França e seu objetivo é atravessar, em linha reta, um dado percurso, lidando com os obstáculos do local. O Flash Mob perdeu muito de suas raízes, pois surgiu como um evento de multidão visando subverter a lógica de um local (bem diferente de hoje em dia, em que o evento condiciona o espaço a uma lógica própria, já organizada);
Existem, ainda, tipos de apropriação do espaço menos populares por aqui. O Flaneur e a Deriva são conceitos semelhantes de subversão da lógica do espaço através da caminhada, mas estes tem peculiaridades. No primeiro a apropriação resume-se apenas em caminhar e admirar a cidade; No outro se estabelece apenas um ponto inicial para o passeio, que vai tomando caminho de acordo com as lógicas que a cidade impoe.
Existem, ainda, tipos de apropriação do espaço menos populares por aqui. O Flaneur e a Deriva são conceitos semelhantes de subversão da lógica do espaço através da caminhada, mas estes tem peculiaridades. No primeiro a apropriação resume-se apenas em caminhar e admirar a cidade; No outro se estabelece apenas um ponto inicial para o passeio, que vai tomando caminho de acordo com as lógicas que a cidade impoe.
Nenhum comentário:
Postar um comentário