Durante algumas das minhas últimas aulas, estive trabalhando em um caderno que
1) Não pareça um caderno
2) Represente meu objeto a fim de que alguém consiga recria-lo partindo do 0
Apesar de não ter gostado nem um pouco do meu objeto final (que eu ainda nem postei aqui) o processo de criação do caderno está sendo bem agradável.
Meu objetivo, a principio, é criar um caderno que trabalhe menos com a flexibilidade e que seja mais consistente do que meu objeto. Também pensei em uma plataforma que valorize os desenhos de representação.
No meu trabalho procurei usar como referência artistas que gosto e suas características que me
impressionam. Posso dizer que no planejamento da base eu busquei muito de Mondrian, mas isso não fez diferença já que suas obras sem cor não se diferenciam muito de cubos quaisquer.Na representação tipográfica minha maior influência foi Artur Bispo do Rosário, um artista plástico brasileiro que vivia entre a genialidade e a loucura e teve toda sua produção criada durante o tempo em que ficou internado em hospícios (um pouco mais de 50 anos). Embora pareça confusa numa primeira vista, a escrita de Rosário é, ao modo dele, organizada para que outros entendam.

A maior referência no estilo de representação dos desenhos foi James Jean, um artista tailandês que trabalha com representações bidimensionais e criação de objetos. Uma das características principais do desenhista é o modo como trabalha o azul e o vermelho.

O James Jean ainda está na ativa e seu trabalho pode ser visto aqui
Nas próximas semanas vou postar as maquetes do caderno (eu espero).


Nenhum comentário:
Postar um comentário